O 351 é um ônibus, hum...irregular. Como ele passa por lugares muito diferentes da cidade, ele não tem personalidade muito forte e nem uma frequencia de opção culturais muito boa. Dependendo de onde ele está, tá de um jeito ou de outro.
Quando ele sai do ponto final, em Vaz Lobo, não tem absolutamente nada a se fazer. É um bom momento pra dar uma cochilada pra ignorar o tédio. Em Irajá, num fim-de-semana, quem sabe, tenha algum show meia-boca que algum vereador meia-boca organizou numa praça. Mas também não é lá muito thrilling.
Quando passa por Vista Alegre, uma boa opção é descer, dar uma caminhada de uns 15 minutos até a Lona Cultural João Bosco. Tem shows, teatro e várias oficinas. Tudo bem mais barato que no eixo Centro-Zona Sul. É uma opção bem bacana, recomendo!
Quando o ônibus pega a av. Brasil, bom, aí ele começa a correr freneticamente na via expressa e não há nem o que pensar. Se quiser descer, não pode, então nem adianta ficar pensando muito no que tem de bom pra fazer. A paisagem também não é muito bacana, então a boa é ouvir uma música que dê o clima.
A gente continua nesse marasmo quando ele passa pela rodoviária, mas seguindo mais um pouco, dá pra - de novo - descer e dar uma caminhada e chegar no Centro Cultural da Ação da Cidadania. Lá, tem um pólo de cinema e vídeo, um espaço gastronômico e um teatro. A comidinha não é lá essas coisas, mas o cinema e o teatro têm programações bacanas, variadas e - de novo (de novo!) - baratinhas. A promessa é que, em breve, toda a região vá ficar ainda mais interessante, culturalmente.
É aí que começa a parte boa: av. Rio Branco. Tem vários prédios na avenida que valem à pena só pela arquitetura. Já no número 24, tem o Centro Cultural de Justiça. Tem muuuitas opções, a programação muda bastante ao longo do ano, vale a pena ficar atento. Algumas livrarias bacanas pelo caminho, como a Martins Fontes e a Leonardo da Vinci.
Hoje tá um pouco abandonado, mas onde às vezes tinham coisas bacanas era no Teatro Glauce Rocha. Chegando na Cinelândia, é quando começam aquelas opções mais..."convencionais". O Museu Nacional de Belas Artes tá com uma exposição ótima do Chagall, além da permanente de lá que é bacana. O Theatro Municipal tá terminando de ser reformado, todo dourado, mas ainda não tem programação pro ano que vem. A Biblioteca Nacional tem palestras, simpósios e seminários super interessantes. É bom ficar ligado no site pra ver, porque é difícil acompanhar.
Na própria praça, em alguns dias da semana, tem uma feira enorme de livros. Muitas opções de livros usados, com vendedores suscetíveis à barganha. Sai tudo bem em conta. E, pra terminar, tem o histórico Cine Odeon que, pra além da faixada gracinha, passa filmes ótimos, muitos nacionais. Em tempos de Festival do Rio, aquilo ali ferve! E nas primeiras sextas-feiras do mês tem a Maratona Odeon. Três filmes passam a partir da meia noite, madrugada afora. No último, todo mundo tá dormindo, mas é um programa bacana para uma noite mais diferente.
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